A Fraude, que possui como principal significado “ato de má-fé que tem por objetivo fraudar ou ludibriar alguém”, está presente na maioria das instituições, sejam públicas ou privadas; sendo que no Brasil, ainda nos dias de hoje, a fraude pode ser considerada sistêmica. O reflexo de tal ação permeia os departamentos das companhias e em última instância o ato impacta, com maior força, a sociedade. A maioria das estatísticas relacionadas a fraude se baseia em indicadores levantados no decorrer de trabalhos realizados e sua mensuração pode auxiliar no norte da prevenção. De acordo com o relatório “Report to the Nations”, que se trata de estudo global a respeito da fraude realizado no ano de 2018, elaborado pela ACFE Assossiation of Certified Fraud Examiners, foi identificado que:

  • A duração de um esquema de fraude dura cerca de um ano e meio;
  • A média de perda por caso é de US$ 130,000.
  • O esquema de fraude mais comum em todo o mundo foi a corrupção;
  • Os pequenos negócios perdem aproximadamente duas vezes mais com os esquemas, cerca de US$ 200,000.

Diariamente são os colaboradores que dão continuidade às atividades das companhias. Eles as mantém vivas e desempenham tarefas que se desenrolam desde o início até o fechamento de um negócio, como a negociação com o fornecedor; a compra de matéria-prima; a elaboração do produto; a venda de um serviço; a realização de pagamentos; até o processo da entrega do produto final – ou serviço – aos clientes. Com base nesta relação de confiança, estabelecida diariamente para desempenhar as tarefas citadas acima, são entregues aos funcionários o controle de suas atividades. Por sua vez, a maioria destes profissionais passou por um processo de recrutamento que avaliou suas aptidões e garantiu quem era o mais indicado para desempenhar determinada tarefa. Porém, não existe um critério ou característica que adequadamente avalie a honestidade e integridade de um indivíduo em alguns minutos e por isso, a prevenção contra as fraudes, surge como a melhor a solução para minimizar as perdas e melhor monitoramento das transações.  Uma das soluções como ferramenta de prevenção ao combate à fraude e à corrupção, é a implementação de boas práticas de governança corporativa, uma vez que assim os colaboradores entendem o seu dever social na empresa, de maneira a estimular a confiança mútua entre a empresa e o colaborador e entre os próprios colaboradores. Tais ações acompanhadas de ferramentas de detecção de fraudes, como análise periódicas de conflito de interesse e de auditoria interna fortalecida e controles internos, acompanhadas de canais de denúncia apropriados e terceirizados, resultam em um ambiente sadio e confiante.

Claramente, cada negócio possui suas particularidades e responsabilidades, por exemplo, o mercado de cartões de crédito, indústrias alimentícias ou instituições financeiras. Cada um deles ainda responde individualmente a uma série de regulamentos e terá ferramentas apropriadas para a detecção da fraude, entretanto, ao partirmos do princípio que a cultura da empresa esteja voltada para a ética e a integridade, os colaboradores participarão ativamente no desenvolvimento e no aprimoramento das boas práticas.