A fraude pode ser entendida como qualquer comportamento que uma pessoa ganhe ou pretenda ganhar de forma desonesta vantagem sobre outras pessoas, sejam físicas ou jurídicas. O tema possui grande debate atual, porém desde os primórdios da economia pessoas procuram se beneficiar de forma indevida, alguns estudos constataram que, por volta de 500 a.C, antigos egípcios fraudavam nobres e ricos vendendo gatos embalsamados falsos, que eram por eles considerados sagrados em cerimônias, em que no lugar da múmia continham gravetos e algodão.

Com as evoluções e a globalização, a roupagem da fraude mudou, ficou mais sofisticada e se enraizou em diversos níveis.

Notam-se diversas práticas, fraudulentas, de ocultação ou lavagem de dinheiro como:

  • Empresas de fachada – criadas com objetivo de acúmulo de alto volume de dívidas tributárias – podendo também realizar vendas sem notas fiscais ou subfaturadas, com o objetivo de aumentarem os lucros.
  • Empresas Legítimas – empresas reais que oferecem produtos e ou serviços com objetivo de limpar o dinheiro criminoso. Os recursos ilegais e legais se misturam e são realizadas declarações que maquiam as receitas ou os recursos ilegais podem ser escondidos nas operações da empresa.
  • Interpostos – “laranjas”, normalmente pessoas de pouco conhecimento sobre a gravidade do crime cometido, são usadas ou coagidas para a movimentação de recursos ilícitos.
  • Offshore – com baixas tributações, os paraísos fiscais também podem ser usados para práticas lícitas, porém, o sigilo de informações e a flexibilidade legal proporcionam também para criminosos um cenário favorável para movimentação de seus recursos.
  • Cuckoo Smurfing – termo criado com referência a um pássaro europeu que bota seus ovos em ninhos de outras espécies de aves para que possam ser chocados, no Brasil, o Chupim, com nome científico de molothrus bonariensis, é conhecido pela prática similar de oportunismo – são casos em que os recursos ilegais são usados para pagamentos autênticos e empresas ou pessoas se tornam inocentemente colaboradoras dos criminosos.

Diante de tantos cenários de riscos, a ausência da Due Diligence de fornecedores pode fazer da empresa contratante um instrumento para incentivar o crime, além de correr riscos de imagem, reputacionais, criminais, como permitir a compra de produtos de origem e qualidade duvidosa, por exemplo.

No processo tradicional de contratação é recomendável conversar no mercado para obter referências, além de redigir contratos detalhados, solicitar recolhimento de obrigações trabalhistas dos funcionários e comprovações técnicas, quando necessárias.

Porém, tais análises ainda não abordam em sua totalidade os riscos relacionados a imagem, reputação, legais, tributários, financeiros que possam prejudicar a relação comercial e a empresa contratante.

Trata-se também de importante instrumento para a gestão de Compliance. Por meio de atos investigativos de natureza legal, tributária, de integridade, dentre outros, busca-se identificar a real situação da empresa. Essa atividade preventiva resulta na geração de um panorama mais cristalino da negociação, para que os verdadeiros riscos que estavam omissos e obscuros sejam conhecidos, mensurados e calculados, permitindo a avaliação da viabilidade daquela relação e que embase a tomada a decisão de dar continuidade ou não ao processo.

Desta forma, com níveis de profundidade de análise personalizados para cada cliente a DF Checker é especialista em mensurar riscos e tornar a Gestão de Risco de Fornecedores oportunidades multidimensionais para as empresas.